Este artigo foi escrito por Hema Parmar, e foi publicado originalmente no Bloomberg Brief | Latin América.
 
A Brookfield Asset Management está considerando possíveis investimentos aeroportuários no Brasil e poderia assinar seu primeiro acordo em qualquer área ainda este ano, disse Luiz Ildefonso Simões Lopes, CEO da Brookfield Brasil, em Nova York, em 29 de junho.

“Estamos considerando potenciais investimentos no setor aeroportuário. É um setor no qual ainda não atuamos”, disse Lopes. “A demanda é enorme.”

A Brookfield é a maior gestora de ativos alternativos do Canadá, com mais de US$ 200 bilhões em ativos sob gestão.
 

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“Temos investimentos em infraestrutura em muitas áreas do mundo, incluindo EUA, Reino Unido, Austrália, Colômbia, Chile e França. Mas, com certeza, você não vê esses números que garantem a demanda como você vê no Brasil”, disse Lopes.

Em junho, o governo brasileiro anunciou um programa de infraestrutura e logística de US$ 64 bilhões para vender concessões ao setor privado para projetos de infraestrutura, abrangendo rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

O programa inclui a oferta de concessões para quatro aeroportos nas cidades de Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis. O governo diz que também quer leiloar sete outros aeroportos regionais. A expectativa é que as concessões de aeroportos gerem 8,5 bilhões de reais (2,7 bilhões dólares) em investimento total.

O novo plano de infraestrutura do Brasil é um esforço para impulsionar a economia da nação, que está entrando em uma recessão, lutando contra a desvalorização da sua moeda e vivendo as consequências do escândalo de corrupção da Petrobras.

O real, que caiu 18 por cento em relação ao dólar, é a moeda latino-americana com pior desempenho até momento neste ano.

Isso pode ser uma boa notícia para os investidores que procuram comprar ativos desvalorizados.

“Acreditamos que a moeda já está em níveis decentes”, disse Lopes. “É importante lembrar que todas as tarifas de concessão no Brasil são ajustadas pela inflação. Então, se tiver mais desvalorização da moeda no próximo ano, veremos também ajustes nas tarifas pela inflação. Portanto, estamos confiantes de que este nível é atraente.”