Bloomberg recebe o primeiro evento de premiação de tesouraria do IBTC

Por Geraldo Coelho, Head de Vendas para a América Latina da Bloomberg.

Os tesoureiros corporativos em todo o mundo estão preocupados com a proteção de dados, evolução digital e automação de processos, independentemente do tamanho ou setor da empresa. Para enfrentar esses desafios, os tesoureiros corporativos precisam acompanhar as mudanças tecnológicas para alcançar o sucesso. Em São Paulo, a Bloomberg sediou o primeiro evento do Instituto Brasileiro de Tesouraria Corporativa para reconhecer os melhores profissionais e práticas.

O IBTC nomeou Fernando Lobo, diretor de tesouraria da BASF, como “Tesoureiro do Ano”. Ao receber o prêmio, Lobo disse: “O prêmio do IBTC destaca profissionais que normalmente estão à margem, pois estão muito ocupados cuidando da linha do balanço que está abaixo do EBIT. Muitas vezes os profissionais da tesouraria são negligenciados, embora seu trabalho tenha reduzido significativamente o custo do financiamento e trazido ganhos materiais. Esperamos que o IBTC esteja começando a construir um legado para mostrar o valor dessa profissão, além de criar um repositório de conhecimento e trocar boas práticas, sem ferir nenhum princípio de livre concorrência”.

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Lobo continuou, “O tesoureiro, que tradicionalmente tinha o papel de evitar riscos, controlar o fluxo de caixa, fechar câmbio e entender derivativos, agora é forçado a assumir riscos. Não um risco financeiro, mas investir tempo em novos processos, novos modelos de financiamento e novos modelos de pagamento”, disse ele no recente evento na sede da Bloomberg no Brasil e na América Latina.

Os tesoureiros corporativos desempenham um papel importante na gestão financeira, de investimentos e de riscos para uma empresa. Suas decisões podem aumentar o patrimônio líquido de uma empresa e prever riscos potenciais, tornando-os uma figura estratégica para evitar perdas e contribuir para o bom desempenho do negócio.

Muitos desses profissionais financeiros, no entanto, ainda realizam operações de forma desatualizada, utilizando práticas suscetíveis a diversos erros (planilhas feitas à mão, entre outros) e comprometendo o resultado de uma empresa e sua transparência com o mercado e os órgãos reguladores. Para evitar questões regulatórias, atender às boas práticas de governança e, é claro, manter a rentabilidade, os negócios precisam seguir o fluxo de modernização, que inclui soluções de análise e segurança de dados, integração de tarefas e relacionamento com clientes.

O surgimento de novas regulamentações tem impulsionado o uso de tecnologias e maior cuidado com a transparência das negociações, mas agora as empresas brasileiras também estão percebendo a importância da tecnologia para aumentar seus ganhos financeiros e tornarem-se ainda mais competitivas com o mercado internacional.

Muitos tesoureiros corporativos lidam com sistemas desatualizados e falta de orçamento para substituí-los. Eles ainda podem eliminar riscos e aumentar a eficiência adotando processos de automação simples, incluindo a negociação eletrônica, e monitorando os riscos com ferramentas analíticas, calculadoras e de portfólio. Alguns tesoureiros centrais substituíram o envio manual de e-mails de planilhas por um portal eletrônico que simplifica a negociação de divisas, melhorando o fluxo de trabalho e reduzindo os custos. Ultimamente, muitos tesoureiros estão usando novas fórmulas de hedging, equilibrando o fluxo de caixa em risco, em vez de apenas hedging percentual.

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