Por Cristiane Lucchesi.

O BTG espera obter licença de corretora para atuar na Argentina nas próximas semanas. “Planejamos negociar ações, títulos de dívida e câmbio” assim que obtivermos a licença, diz o diretor financeiro do banco, João Dantas, em entrevista, adicionando que já tem uma equipe de seis pessoas alocadas para a atividade no país.

“Mercado local está crescendo por conta do aumento da confiança dos investidores em relação ao governo e o programa de anistia fiscal, que está levando liquidez de volta ao País”, diz Dantas.

O BTG é parte de um grupo de corretoras e bancos que disputam US$ 117 bilhões em fundos anteriormente não-declarados na Argentina, dos quais US$ 25 bilhões foram repatriados no programa de anistia fiscal do governo. Credicorp e Larrain Vial também estão buscando por licença na Argentina.

Credicorp deve comprar ou fazer parceria com uma empresa local, segundo Hugo Horta, chefe da corretora, disse em junho.

Decisão do presidente Mauricio Macri de reduzir controles de capital e tirar o País de uma moratória que durou 15 anos está ajudando o País a atrair bancos depois de mais de uma década de isolamento do mercado de capitais global.

Governo, províncias e corporações emitiram US$ 35 bilhões de dívida externa no ano passado.

“Planejamos ser bem ativos no mercado local e internacional de dívidas do governo, o que é muito importante lá”, diz Dantas.

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