Por Bloomberg News.

A China reduzirá as tarifas que os projetos solares a serem iniciados no ano que vem poderão cobrar por sua energia, acompanhando a queda nos preços dos painéis fotovoltaicos que convertem luz solar em eletricidade.

O maior mercado de energia solar do mundo reduzirá as tarifas básicas dos projetos conectados à rede que entrarão em operação em 2018 em até 15 por cento, para 0,55 yuan (US$ 0,08) por quilowatt-hora, segundo o planopublicado no website da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China nesta sexta-feira. A China também baixará o preço dos projetos de energia solar distribuída em 12 por cento, para 0,37 yuan.

As reduções acompanham a tendência de queda dos custos médios dos painéis solares, que segundo estimativa da Bloomberg New Energy Finance tiveram declínio de 13 por cento neste ano.

As desenvolvedoras de projetos poderão suportar os cortes tarifários porque os custos dos painéis solares poderão cair mais 15 por cento no ano que vem com o aumento da capacidade de fabricação de produtos monocristalinos, segundo Jonathan Luan, analista da BNEF em Pequim. A China deverá adicionar mais de 45 gigawatts em energia solar no ano que vem, contra uma estimativa de 51 gigawatts em 2017, segundo Luan.

Até 2020, a China quer reduzir as tarifas dos sistemas de energia solar conectados à rede para equipará-las às tarifas de luz vendidas aos usuários finais. Entre as tarifas estabelecidas pelo governo chinês estão os preços pagos pelas empresas de eletricidade e os subsídios fornecidos pelo governo.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma também informou no documento desta sexta-feira que incentiva os governos regionais a selecionarem desenvolvedoras de projetos solares por meio de leilões.

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