Automatização simplifica operações com exposição a commodities

A automação pode oferecer benefícios às operações nas diferentes etapas do fluxo de trabalho da tesouraria, executando perfeitamente todos os aspectos do ciclo de negociação dos instrumentos financeiros.

O ecossistema do ciclo de negociação de commodities pode ser dividido em quatro fluxos de trabalho distintos:

Descoberta de preços

Todas as transações começam com descoberta de preços. Para executar uma transação, os tesoureiros precisam primeiro monitorar os preços das commodities às quais sua empresa está exposta. Com uma solução automatizada, esses profissionais conseguem monitorar todos os preços em tempo real em um só local, em vez de telefonar ou enviar solicitações de cotação (RFQs) a diferentes fornecedores e depois agregar essas informações. A troca de informações por telefone ou e-mail pode levar a ineficiências e erros, incluindo o entendimento incorreto de uma cotação ou a inserção de números errados em uma planilha.

A necessidade de obter as mesmas informações de preço repetidamente também pode causar ineficiências na tesouraria. Uma solução automatizada permite rastrear os preços nos quais há interesse e tê-los prontamente disponíveis para referência futura. É possível agregar produtos diferentes de várias fontes — inclusive do sistema proprietário da empresa, se disponível — e incluir múltiplos campos de monitoramento (como último preço, lances de compra/venda etc.). Ferramentas automatizadas também facilitam o compartilhamento de conjuntos personalizados de informações com colegas. Deste modo, todos na equipe de negociação de ativos olham as mesmas informações, garantindo consistência em todas as transações.

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Fluxo de trabalho de negociação e hedging

Após a seleção de preços, a tesouraria pode tentar executar uma estratégia de hedge. Uma mudança inesperada nas cotações de commodities pode ter repercussões significativas em empresas expostas a esses ativos. Os custos com matéria-prima podem disparar, possivelmente reduzindo a margem de lucro e, no pior dos casos, afetar a viabilidade financeira da empresa. Por isso, o hedge desses ativos frequentemente faz parte do fluxo de trabalho de negociação de instrumentos financeiros, permitindo a diminuição do risco e evitando perdas maiores quando fatores externos influenciam os preços das commodities. A automatização do processo pode proporcionar uma transição perfeita entre a etapa de descoberta de preços e a etapa de negociação com apenas alguns cliques, economizando tempo ao evitar a inserção manual de dados e a transferência de números para sistemas diferentes.

Para muitas empresas, o fluxo de trabalho convencional de negociação de ativos envolve telefonemas ou mensagens instantâneas. Com uma solução única, os profissionais de tesouraria conseguem liquidez junto a diferentes corretoras, em um só lugar. Eles podem enviar solicitações de cotação para várias fontes e visualizar de forma bem clara e em tempo real quem está oferecendo o melhor preço. Assim, fica mais fácil executar uma transação no melhor preço disponível, simplesmente selecionando a oferta da corretora escolhida e confirmando a negociação. Após a conclusão da transação, um sistema automatizado pode enviar uma confirmação automática da negociação, já configurada de forma que os sistemas de risco de terceiros consigam fazer a leitura dessa confirmação, evitando o risco de erros operacionais causados por registro manual.

A logística pós-negociação também pode ser simplificada por uma solução automatizada. Depois que uma transação é executada, é essencial registrá-la de maneira compatível com uma trilha de auditoria. Ao visualizar todo o histórico de solicitações de cotação (e não apenas as transações concluídas), as organizações conseguem analisar o desempenho e dar feedback às corretoras.

Utilizando estratégias de hedge e uma solução automatizada capaz de executar todas as etapas desse fluxo de trabalho, os departamentos de tesouraria podem gerenciar melhor os riscos em toda a empresa. Ao fazer isso, diminuem a exposição a possíveis perdas, melhoram a equação custo-benefício e identificam novas oportunidades de negócio com mais facilidade.

Hedge accounting

Sob o antigo padrão contábil ASC 815 para instrumentos financeiros, as companhias eram obrigadas a simular o desenvolvimento dos preços dos componentes (por exemplo, barril de petróleo do tipo WTI + transporte + diferencial de classificação) em um contrato que fosse independente da commodity protegida por hedge (apenas petróleo WTI, neste caso). O hedge do custo total resultava em ineficácia ou, em algumas situações, em não enquadramento para hedge accounting.

O ASC 815 revisado, que entrou em vigor em janeiro de 2019, simplificou o processo de hedge accounting. Sob o novo padrão, não existe mais a obrigatoriedade do custo total das exposições e apenas o componente contratual precisa de hedge.

Com esse novo padrão, aumenta a chance de realização de um hedge eficaz. Portanto, as empresas têm mais incentivo para usar estratégias de hedge a fim de reduzir o impacto da volatilidade dos preços das commodities.

Muitas companhias com exposição a commodities buscam lançar novos programas de hedge de commodities, retomar ou expandir programas existentes. O grande motivador é a capacidade de manter ganhos/perdas não realizados em operações de hedge fora do resultado, usando o hedge accounting. Além disso, a capacidade de reduzir a volatilidade dos preços das commodities nas compras de insumos pode proporcionar margens de lucro maiores para o negócio.

Um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas é como trazer novos processos e trabalhos a tesourarias já sobrecarregadas. As organizações vêm buscando maneiras de implementar tecnologia que facilite a execução de programas de hedge de commodities. A solução está na adoção de uma solução automatizada que simplifica o fluxo de trabalho e reduz o tempo gasto nas tarefas de rotina.

Uma solução automatizada que conectou anteriormente as etapas de descoberta e negociação de preços pode executar testes de eficácia da designação de hedge rapidamente. Esses testes podem ser executados automaticamente e enviados sempre que necessário. Também podem ser exportados para um formato preferido e enviados diretamente para auditoria, pois contêm todos os detalhes (período do derivativo, exposição, regressão etc.) necessários para verificação das transações.

Gestão de risco

O novo ASC 815 criou uma ponte entre a contabilidade e a gestão de riscos. O futuro do hedge accounting é uma abordagem mais focada em dados e riscos. Sendo assim, os profissionais de tesouraria precisam de ferramentas que exibam dados em tempo real e atualizem funcionalidades existentes sempre que o marco regulatório muda. Essas atualizações precisam ser enviadas automaticamente para os sistemas dos usuários, garantindo o uso das informações mais atuais.

As empresas que almejam sucesso nesse novo ambiente precisam de uma solução automatizada que forneça acesso mais rápido aos dados robustos que impulsionam seus negócios. A alteração das diretrizes criou oportunidade para as empresas revisarem suas políticas atuais de risco e tesouraria. Se implementadas corretamente, essas soluções criam uma base sólida para gestão de riscos otimizada.

Com a solução automatizada Bloomberg, os profissionais de tesouraria podem executar os processos de descoberta de preços, negociação, hedge accounting e gestão de risco de commodities usando uma única ferramenta. Isso garante que os mesmos dados e informações sejam usados em todo o ciclo de negociação, reduzindo o risco de erro operacional e economizando tempo.

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