Avaliação de risco de hedge funds e private equity

Com a contribuição de Everett Perry. Versão completa publicada inicialmente no Terminal Bloomberg.

Pano de fundo

Os investidores nunca tiveram tantas estratégias alternativas à disposição como agora, nem tanta incerteza sobre seus retornos.

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Os fundos de private equity prosperaram nos últimos anos, amparados por taxas de juros historicamente baixas. O número de empresas de capital fechado que receberam investimentos de fundos de private equity nos EUA saltou de 4.000 em 2006 para 8.000 em 2017, de acordo com um relatório da McKinsey & Co., de 2019. Agora, em meio à pandemia, as “saídas de portfólio”, ou seja, a venda de empresas nas quais os fundos de private equity investiram, se esgotaram, levantando dúvidas sobre lucros futuros e trazendo mais incerteza aos investidores.

Já os hedge funds tiveram um caminho bem mais tortuoso na década anterior à pandemia. Gestores de fundo considerados verdadeiros “rock-stars” simplesmente fecharam as portas, e as instituições reduziram alocações à medida que ficaram sem justificativa para as taxas excessivamente altas cobradas. O índice Bloomberg All Hedge Fund teve um retorno médio de apenas 2,8% ao ano durante os 10 anos encerrados em 30 de setembro, enquanto o S&P 500 teve um retorno médio de 11% ao ano no mesmo período. Nos últimos meses, no entanto, as turbulências causadas pela Covid-19 têm levado os alocadores a aumentar seus holdings de hedge fund, especialmente na América do Norte, na esperança de que os gestores de fundos possam tirar proveito da volatilidade e de erros de precificação.

“Taxas de juros baixas, spreads apertados e um beta barato haviam tornado os investimentos com base nos EUA pouco atrativos para a maioria dos hedge funds”, declarou Michael Monforth, diretor global de consultoria de capital do JPMorgan, à Bloomberg News. “A volatilidade recente, os incentivos sem precedentes e as movimentações de preços de ativos em uma estrutura jurídica confiável tornaram os EUA um país mais interessante.”

O problema

Muitos investidores ainda analisam seus portfólios de forma bifurcada – este é o problema. Ou seja, utilizam modelos sofisticados para quantificar índices de risco e hedging para holdings de ações e títulos, mas recorrem a análises subjetivas e a seja lá quais forem os dados desatualizados que os gestores estejam dispostos a divulgar ao analisar hedge funds e private equity.

A função Análise de Portfólio e Risco (PORT) do Bloomberg auxilia na solução deste problema. A função PORT emprega mais de 20 modelos de fator do Sistema de Risco de Classe de Multiativos Bloomberg, incluindo aqueles que cobrem hedge funds e private equity. O mecanismo de busca de dados do Bloomberg varre os registros públicos na busca de todos os dados disponíveis sobre hedge funds e private equity. Com limpeza de dados e aprendizagem de máquina sofisticadas, as análises e retornos obtidos podem ser utilizados para construir um modelo de fator confiável.

Com a função de Análise de Portfólio e Risco, os investidores podem avaliar a volatilidade futura do portfólio e sua capacidade de rastrear erros, simular cenários de mercado específicos, acompanhar o valor em risco e otimizar [o portfólio] para reduzir o risco ao mesmo tempo em que cumprem as restrições de hedge funds e private equity.

Acompanhamento

A função Análise de Portfólio e Risco do Bloomberg pode ser utilizada para quantificar o risco agregado de seus portfólios, mesmo que contenham ativos opacos e sem liquidez, tais como private equity e hedge funds.

Para analisar um portfólio que inclua private equity, execute {PORT} e clique na aba “Tracking Error/Volatilidade” e, em seguida, na sub-aba “Resumo” para detalhamento do risco ex-ante. Analise o risco total do ativo e compare este número com estimativas para outros portfólios, índices ou fundos. Utilize a seção “Contribuição de risco de fator (%)” para ver quais fatores mais contribuem para o risco.

A exposição outsize a ações listadas pode ser um efeito colateral não desejado para alguns investidores de private equity, especialmente se já tiverem uma alocação direta em ações. Para reduzir tal risco, a funcionalidade “Simulação de negociação” da função PORT oferece uma forma eficiente de avaliar possíveis negociações. Por exemplo, é possível utilizar futuros de índice para mitigar o risco do mercado de ações.

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