Chuvas revigoram produção de trigo na Dakota do Norte

Por Megan Durisin e Jen Skerritt.

É hora de colocar a mão na massa: a escassez de trigo registrada na primavera dos EUA parece ter acabado.

Nesta temporada, as chuvas chegaram a tempo de acabar com a seca que devastou as safras do ano passado. A melhoria do clima e um aumento do plantio devem levar a produção de trigo da primavera dos EUA a uma alta de 22 anos, estima o governo. O Canadá também projeta uma colheita considerável, e os preços estão caindo. Esta é uma boa notícia para os fãs de pão. Esta variedade do grão é conhecida pelo alto teor de proteína, vinculado ao glúten que ajuda a tornar a massa forte e elástica.

Duas crop tours – espécie de turnê agrícola – que começam na terça-feira – uma na Dakota do Norte e a outra em Manitoba, Alberta e Saskatchewan – fornecerão mais detalhes sobre os rendimentos antes do início da colheita, no próximo mês. Os futuros mais ativos do trigo da primavera boreal caíram 10 por cento neste ano em Minneapolis, e os fundos de hedge mantém apostas recorde de que mais quedas virão.

“Tudo parece muito diferente em relação ao ano passado”, disse Dave Green, vice-presidente executivo do Wheat Quality Council, que organiza a turnê na Dakota do Norte, o maior estado produtor dos EUA. O estado recebeu chuvas acima da média nos últimos dois meses, e o governo afirma que as condições das safras nacionais são as melhores em oito anos para este período da temporada.

Entre as variedades de trigo dos EUA negociadas em bolsa, o trigo de primavera costuma ser o mais caro por causa de seu alto teor de proteína. Como o receio de escassez da produção diminuiu, o prêmio que os futuros do trigo de primavera de Minneapolis têm em relação ao trigo de inverno de referência de Chicago caiu 86 por cento em relação ao ano anterior.

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Os fundos de hedge indicam que essa tendência deve continuar. Até 17 de julho, as posições vendidas líquidas dos gestores de recursos totalizaram 12.582 contratos para o trigo de primavera, de acordo com dados publicados na sexta-feira pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA. As posições, que indicam a diferença entre apostas no aumento e no declínio do preço, é a mais negativa em registros que remontam a 2006. Por outro lado, os especuladores adotaram uma posição positiva em relação ao trigo de inverno, porque essa variedade enfrenta dificuldades climáticas globais.

As crop tours serão uma oportunidade para inspecionar sistematicamente várias fazendas e avaliar os benefícios das chuvas. Os participantes do grupo, que inclui traders, analistas e moleiros, assumirão o título de “exploradores” porque vão avaliar os campos manualmente, medindo a densidade de plantas e contando os grãos. Ambas as turnês divulgarão estimativas finais de rendimento no dia 26 de julho.

Os participantes provavelmente encontrarão safras melhores, como as cultivadas por Jeff Mertz, presidente da Associação dos Produtores de Grãos da Dakota do Norte. Seu trigo de primavera, cultivado perto de Hurdsfield, pode render cerca de 160 bushels por hectare, contra 135 no ano passado, quando a umidade era mais escassa. A cabeça das plantas nos campos, onde os grãos se formam, está maior, disse ele. Os agricultores também estão monitorando a pressão da doença fúngica conhecida como sarna, devido às condições úmidas da estação.

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