Fatores chave para um ecossistema de gestão de risco e OMS estável

Sistemas de gestão de ordem e execução (OMS) permitem que empresas do buy side se conectem a mercados globais, criem fluxos de trabalho mais eficientes, diminuam o custo total de propriedade e cumpram obrigações de compliance regulatórias cada vez mais rigorosas.

A integração de sistemas terceirizados se tornou comum entre empresas, mas os benefícios podem ser multiplicados pela conexão de fluxos de ordem e execução em um único sistema – aumentando a eficiência e diminuindo o risco associado à integração. Além disso, a integração de OMS com sistemas de gestão de risco para criar uma única plataforma de processamento pode simplificar a comunicação e o fluxo de trabalho, colocando traders, vendedores e gestores de risco no mesmo sistema de negociação integrado.

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“A adoção de um sistema de gestão de risco integrado é crucial para qualquer instituição que queira tomar decisões precisas e em tempo oportuno. Um sistema de risco integrado alinha as funções de risco de mercado, compliance e trading em tempo real, proporcionando supervisão comum a todas as partes interessadas”, diz Phil McCabe, Chefe Global de Soluções de Gestão de Ordens de Negociação da Bloomberg (TOMS).

Na ausência de um sistema único e integrado, as empresas se tornam suscetíveis a situações que podem dificultar a sua capacidade de avaliar o risco com precisão. Há maior possibilidade de violar políticas e limites internos, aumentando assim os riscos legais; potencial de falha em relatar processos em tempo, o que pode gerar multas; quebras em negociação e fluxos de trabalho devido a erros de entrada de dados de um sistema para outro; e a falta de análises pré-negociação baseadas em risco.

Apesar dos avanços de OMS em melhorar a execução, a integração destes sistemas com funções de risco para criar uma única plataforma permite que empresas evitem esses problemas e realizem melhor execução em tempo real, em todas as classes de ativos. Estes são os cinco perigos a serem evitados:

Obrigações de relatórios

À medida que reguladores aumentam os requisitos de relatórios de empresas financeiras, é imperativo que não haja desvio nos dados mantidos no OMS e nos sistemas de risco. Quando os processos são integrados, empresas podem cumprir a regulamentação de forma mais eficiente, inclusive em termos de custos, garantindo a plena reconciliação entre sistemas. Sem a integração, a reconciliação completa pode consumir muito tempo e recursos – especialmente se a operação do OMS ou sistemas de risco é feita por terceiros. E, uma vez que muitas empresas estão utilizando vários OMS para diferentes classes de ativos, a reconciliação com modelos de risco se torna ainda mais complexa.

Riscos legais

Em um ambiente altamente regulamentado, traders devem respeitar regras rigorosas, externa e internamente, em relatórios e limites – ou enfrentar multas de reguladores e a censura de clientes. Com um único sistema integrado, há menos falhas nas negociações, já que os fluxos de dados não trafegam entre diferentes sistemas. Como muitas vezes acontece, a utilização de diferentes métodos de negociação por parte de uma empresa e sua contraparte pode causar problemas não só para compliance e monitoramento de equipes, mas também pode gerar quebras de fluxos de trabalho, falhas na negociação, multas e ações legais.

A integração da gestão de risco no OMS permite que empresas garantam que traders entendam os holdings da empresa em todos os momentos e tenham acesso aos riscos e representações corretas de seus portfólios, permitindo que tomem decisões mais informadas, em tempo real, e melhorem a execução para seus clientes.

Risco operacional

Normalmente, as empresas devem acessar diferentes sistemas para obter a melhor execução. Esta fragmentação aumenta o risco de falhas operacionais ou tecnológicas. Ao negociar derivativos complexos, por exemplo, erros podem ser cometidos quando os termos são mal interpretados. A normalização de dados e a integração dos fluxos de trabalho podem ajudar as empresas a evitar quebras nas negociações e os erros inerentes à entrada de dados de um sistema para outro. “Um único sistema permite que várias partes interessadas em uma empresa trabalhem na mesma plataforma de processamento, o que organiza a comunicação e ajuda a reduzir o risco operacional que surge com os erros”, diz Mark Flatman, o Chefe Global de Produto para Sell Side.

Análise pré-negociação

A gestão de risco deve orientar as decisões de negociação, mas, em ambientes fragmentados traders não podem se beneficiar de análises pré-negociação. Com um sistema OMS que oferece capacidades de risco de alta qualidade, traders podem aproveitar a análise de risco para criar e alavancar a geração de ideias. “Imagine um cenário pré-negociação no qual um trader pode avaliar imediatamente o impacto real de uma negociação no perfil de risco do livro executando os mesmos cálculos utilizados pela equipe de gestão de risco. E agora, um vendedor pode fazer exatamente o mesmo com base no portfólio do cliente.” diz Jose Ribas, Chefe Global de Precificação & Risco. Além disso, representantes de vendas e traders são suportados na mesma estrutura.

Quebrando barreiras

Desde a crise financeira de 2008, profissionais de risco e reguladores enfatizam a importância da quebra de barreiras, seja entre o risco do front e middle office, entre os dados do fim do dia e intraday e a modelagem, ou outras áreas. Por exemplo, a diretiva BBS 239 do Comitê de Basileia estabelece princípios como a precisão e a integridade, incentivando a integração automatizada de dados e desencorajando os trabalhos manuais. A Análise Fundamental de Basiléia do Livro de Negociações (FRTB) incentiva o alinhamento dos modelos do front e middle offices, que os dados dos dois sejam padronizados (Greeks-based) e que sejam alinhadas as abordagens de seus modelos internos (modelos de precificação utilizados para a reavaliação). Na verdade, a FRTB inclui testes específicos de atribuição do alinhamento do modelo de risco de front e middle office que empresas devem passar para utilizar modelos internos.

Ao integrar agora, as empresas estabelecem as bases necessárias para cumprir estes requisitos regulatórios. Em um ambiente de múltiplas classes de ativos, isto pode melhorar significativamente a tomada de decisões através da exposição de todos os tipos de risco e da capacitação, tanto traders, como de gerentes de risco.

Para serem competitivos, traders precisam de acesso em tempo real aos dados de risco corretos, negociações e representações de seus portfólios. Um sistema capaz de captar negociações, atualizar em tempo real e acessar, sem interrupções, um mecanismo de risco avançado, pode acelerar o ciclo de vida de negociação e permitir que traders tomem decisões bem informadas.

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