O evento inédito realizado em São Paulo foi planejado pela Universia e Anamba, com o patrocínio da Bloomberg.

Artigo publicado no site da Universia.
http://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2015/05/25/1125742/forum-gestores-mba-promove-debates-sobre-estrategias-aprimoramento-cursos-pais.html

Que aspectos tornam um curso de MBA (Master in Business Administration) único? Como garantir a qualidade docente durante todo o programa? O que deve ser feito pelas escolas de MBA para promover o melhor desenvolvimento de cada aluno? Questões relevantes como essas foram debatidas por cerca de 50 de representantes de renomadas instituições educacionais no Fórum de Gestores de MBA 2015 organizado na última quinta-feira (21), em São Paulo, pela Universia Brasil em parceria com a Anamba (Associação Nacional de MBA) e a Bloomberg.

Durante todo o dia, os palestrantes estimularam a reflexão dos docentes presentes a trocar experiências sobre os principais temas de gestão para uma melhor qualidade de programas de MBA. Segundo o professor e presidente da Anamba, Armando Dal Colletto, esta é uma das missões da associação. “A Anamba busca promover a troca de conhecimento de práticas e criar um ambiente de relacionamento e networking entre os gestores das instituições de MBA”, disse.

O diretor-geral da Universia Brasil, Luis Cabañas, afirmou que o fórum faz parte do pilar de formação da Universia, que busca agregar valor às universidades e empresas. “O nosso papel é, além de promover o debate sobre os temas, trazer palestrantes que irão propor soluções para diversas situações na área.”

Ao patrocinar o evento, a Bloomberg quis dar um primeiro passo para se aproximar mais da área educacional no Brasil. De acordo com o diretor comercial para América Latina da empresa, Geraldo Coelho, a Bloomberg tem dois objetivos: “trazer a educação financeira para o mercado financeiro com novas ferramentas e disponibilizar a base de dados da empresa para melhorar a preparação dos estudantes e professores.”

Um das questões discutidas foi a falta de um processo regulatório dos cursos de MBA no Brasil. Por causa disso, a oferta de cursos é imensa: há 700 opções cadastradas hoje no portal do Ministério da Educação (MEC). Para o coordenador-geral dos programas de MBA do Insper (Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia), Silvio Laban, alguns cursos se intitulam como MBA, mas não possuem administração na grade curricular. “Nós precisamos que o MEC entre no processo regulatório porque a oferta de cursos de MBA cresceu numa proporção assustadora”, disse.

E qual a solução para conseguir se diferenciar no meio dessa multiplicidade de ofertas? Segundo Laban, é preciso trabalhar os diferenciadores potenciais que são de difícil imitação como, por exemplo, conteúdo, abordagem educacional e atividades complementares. O professor e coordenador da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Henrique de Campos Junior, acrescentou que, é preciso pensar que tipo de indivíduo a instituição quer formar. “Além da estrutura básica, que outros elementos da grade curricular a escola pode e deve oferecer?”, questionou.

A internacionalidade é um fator preponderante se estiver alinhado com a estratégia de negócios do curso de MBA. Segundo a diretora de comunicação da Anamba, Karla Alcides, o elemento precisa estar incorporado à missão da instituição. “Ao fazer parcerias internacionais, a escola precisa pensar o que vai oferecer e o que pode agregar neste intercâmbio de conhecimento. Também é importante o envolvimento da área docente na internacionalidade e um currículo com competências globais”, disse.

O diretor da faculdade FIA, Leandro Morilhas, e o professor da Business School São Paulo, Fernando Marques, discutiram sobre os conhecimentos técnicos e habilidades que o currículo de um curso de MBA precisa apresentar. Segundo Morilhas, um desses elementos é a resiliência que esse profissional precisa ter em sua formação. “A realidade atual de um profissional hoje é trabalhar com recursos escassos e ele precisa saber se adaptar a isso.”

O debate sobre a visão dos recrutadores e como o MBA atenderá as demandas futuras foi feito pela diretora de Recursos Humanos do Grupo Mapfre e BB, Cynthia Betti, diretor da Stato Search, Heitor Mello Peixoto e o diretor da Universidade Corporativa EY para Brasil e América do Sul, Armando Lourenzo. Armando Lourenzo trouxe para a discussão a questão da falta de bons líderes: “de cada 100 gestores, 83% são desligados por mau comportamento e 17% por problemas técnicos”.

Ele explicou como funciona o programa de liderança da EY para formação de bons gestores. Segundo Lourenzo, um dos módulos do programa é treinar os líderes com profissionais internacionais. Cyntia Betti acrescentou que para formar bons profissionais, é importante uma aproximação entre os ambientes corporativo e acadêmico. “O profissional tem que estar em formação constante, não tem fim”, diz.

Os palestrantes Carlos Ramos, assessor internacional da AMBA (Association of MBAs) e Fridemann Schulze, diretor na EFMD (European Foundation for Management Development) para América Latina e Caribe, trataram da importância no reconhecimento da qualidade de um curso. A EFMD é uma organização reconhecida mundialmente como um organismo de acreditação de qualidade na gestão da educação. Segundo Schulze, “entre os elementos que proporcionam uma melhoria nas escolas ao final do processo de consultoria da EFMD, estão avaliação comparativa internacional e estratégia e qualidade como prioridades”.

Os representantes das instituições participaram também de um workshop promovido pelas professoras Érica Rolim, do IESE Business School, e Alessandra Maciel, do IMED (Complexo de Ensino Superior Meridional), para debater a qualidade em Gestão de Programas de MBA e quais os desafios rumo a excelência.

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