Além do noticiário, tomadores de decisões precisam acompanhar conteúdos distribuído pelas redes sociais que, sem entrar no mérito da veracidade da informação, têm impacto sobre os preços dos instrumentos financeiros. Automação, curadoria e agregadores se tornaram imprescindíveis para identificar o que merece atenção e dimensionar sua importância no dia a dia dos profissionais de investimento.

Durante um webinar em outubro, a Bloomberg apresentou ferramentas avançadas que mantêm os clientes por dentro do que é relevante em suas áreas de interesse e podem ser inseridas diretamente em estratégias de compra e venda de ativos.

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Como exemplo do impacto que o conteúdo não estruturado pode causar sobre os mercados, foi discutido o comportamento do Ibovespa e da taxa de câmbio dólar real nos momentos seguintes à divulgação da condenação do ex-presidente Lula no primeiro processo da Operação Lava Jato, em 12 de julho. Naquela ocasião, os clientes Bloomberg puderam contar com a função do terminal que filtra, consolida e classifica postagens no Twitter, rede social parceira da Bloomberg. No intervalo de minutos entre a postagem no Twitter e a publicação em veículos de imprensa tradicionais, a bolsa oscilou 0,7 por cento e o dólar, 0,8 por cento.

“Quem também conta com este canal de informação, o Twitter, conseguiu identificar essa informação e tomar uma ação antes dos demais”, disse André Lapponi, especialista sênior em portfolios e análise técnica da Bloomberg, durante o evento. “Isso mostra a força desse tipo de conteúdo de uma informação antecipada mas que foi disseminada de uma forma inesperada.”

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As funções que capturam rumores das redes sociais complementam o processo rigoroso de descoberta e verificação de informações da Bloomberg News e outros veículos consolidados de mídia que distribuem reportagens no terminal, proporcionando aos usuários as vantagens desses dois universos.

“O rumor muitas vezes move o mercado e nós conseguimos capturar o que está sendo dito”, disse Danilo Pardo, gerente de contas da Bloomberg e responsável pelo desenvolvimento e implementação de soluções de notícias e redes sociais para a América Latina. “Historicamente a notícia tem peso muito grande na rotina de todos nós, mas não podemos deixar de considerar a importância das redes sociais. Ambas as ferramentas hoje são vitais para acompanhamento do mercado.”

Presente em mais de 120 países, a Bloomberg publica mais de 10 mil reportagens próprias diariamente, além de distribuir 1,5 milhão de reportagens de terceiros, vindas de 50 mil fontes da internet. O sistema proprietário da Bloomberg aplica a todo o conteúdo que trafega pelo terminal uma complexa arquitetura de classificação que usa inteligência artificial que aplica códigos por região, assunto, produto, empresas e assim por diante para então distribuir a informação de forma eficaz e em fluxos pré-montados, além de agregar tópicos relevantes para facilitar buscas. 

Foram explorados exemplos de agregadores de noticiário e blogs. No campo das redes sociais vale mencionar as listas prontas com fluxo de twitter focado em mercado financeiro, entre elas a lista com as 50 contas de Twitter mais acessadas por clientes Bloomberg no Brasil.

Além disso, para auxiliar o trabalho diário de profissionais que precisam processar volumes cada vez maiores de notícias, a Bloomberg oferece curadoria de conteúdo na tela First Word para determinar o que há de mais importante. No outro extremo, o próprio usuário pode buscar por qualquer notícia ou twitter utilizando comandos que se apoiam em processamento de linguagem natural para buscas inteligentes seja por fonte, tópico pessoa ou palavra-chave.

Filtro da Estratégia NEWS Z Sentiment para o Ibovespa