A volatilidade recente da taxa de câmbio e a grande dispersão de projeções para o dólar nos próximos meses ampliaram os desafios das tesourarias corporativas na hora de definir estratégias de hedge e captação de recursos. Este ambiente incerto aumenta a importância de informações e ferramentas que ajudem os tesoureiros a tomar decisões bem embasadas, enxergar janelas de oportunidade e obter as melhores taxas.

Essas questões foram exploradas na prática durante o webinar “Fluxo de Trabalho da Tesouraria Moderna”, oferecido pela Bloomberg no início de julho. O webinar foi dividido em duas partes. A primeira, sobre monitoramento avançado de taxas de mercado e de previsões e probabilidades para variáveis econômicas, foi conduzida pelo especialista em câmbio e derivativos Vitor Martinez. A segunda, mostrando como os clientes podem preencher boletas, cotar e executar estratégias no Terminal Bloomberg, ficou a cargo do gerente de vendas Geison Souza.

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Os dados encontrados em funções que agregam projeções de analistas — como FXFC para taxas de câmbio, com contribuições de mais de 20 bancos no caso do real — são analisados em conjunto com as taxas implícitas nos mercados de futuros e opções. No caso, observa-se uma enorme dispersão de projeções — por exemplo, de 3,11 até quase 3,60 reais por dólar em outubro —, mas a análise pode ser aprofundada com o estudo da probabilidade de concretização dos diferentes cenários. Para empresas com exposição cambial não apenas ao dólar, as calculadoras de probabilidade funcionam também com as moedas dos países do Grupo dos Sete e da América Latina.

Com as possibilidades do comportamento do câmbio já traçadas e as necessidades de cobertura da empresa definidas, o tesoureiro pode então usar o Hedging Wizard, função que reúne as opções de hedge do Terminal e calcula os custos e potenciais resultados de todas elas — desde instrumentos simples como NDFs até contratos estruturados como Zero Cost Collars.

Muitos desses recursos que o Terminal Bloomberg oferece para o câmbio também estão disponíveis para o mercado de juros, trazendo o mesmo potencial para otimizar as operações de tesouraria. Funções de crédito exibem curvas para diferentes taxas, como NTN-B, DI e cupom cambial, além das taxas praticadas nos mercados de bonds e debêntures para os diversos setores da economia e para empresas com determinada classificação de risco. Para uma base de comparação sólida, ferramentas de conversão de taxas permitem aos tesoureiros comparar de forma eficiente operações com diferentes fluxos de caixa, fixos ou flutuantes, em dólares (Libor) ou reais (DI).

Assim, as empresas têm mais dados em mãos para decidir a melhor hora e maneira de captar recursos. E mesmo aquelas que preferem não acessar o mercado de crédito têm mais argumentos para negociar taxas melhores diretamente nos empréstimos bancários ou operações conhecidas como 4131 e obter descontos que justificam com ampla margem o investimento no Terminal.

O webinar apresentou funcionalidades como MARS e FXGO que ajudam os usuários a superar as principais dificuldades das tesourarias nas estratégias de hedge, como a cotação das estruturas com diversas contrapartes através de um leilão eletrônico, controle de carteira com cenários e risco de contraparte e posterior monitoramento e marcação a mercado dessas estratégias para controle e auditoria.

ANÁLISES DE MERCADO QUE IMPACTAM O DIA A DIA DOS TESOUREIROS