Os highlights da decisão do Copom: 06 de dezembro

Veja aqui os highlights da decisão do Copom:

  • BC reduz a Selic para mínima de 7%, como esperado
  • Copom repete que “vê como adequada uma nova redução moderada na próxima reunião”, mas acrescenta que visão é mais suscetível a mudanças que em reuniões anteriores
  • BC fala também sobre risco de a inflação ficar abaixo do piso da meta em 2017
  • Sinalização agora é de corte de pelo menos 25pbs na próxima reunião em fevereiro — com a reforma da previdência como fator chave
  • Sobre reformas, BC mantém linguagem dizendo que frustração afetaria prêmios de risco e elevaria inflação

Um fato importante ocorrido após o último Copom foi a reabertura da janela de emissão de bonds em USD por empresas brasileiras. Fibria, Azul, Cemig e Minerva estão entre as empresas que emitiram bonds recentemente, além de notas perpétuas dos bancos Votorantim e Itaú
Sandro Amorim  LATAM FI Market Specialist

Diferente do que imaginávamos, que fevereiro poderia ser o último corte do ciclo, BC não fechou completamente as portas. Reforma da Previdência é o grande divisor de águas

Se aprovar Previdência e real chegar a algo próximo de R$ 3,20 ou R$ 3,10, é possível que corte mais que 0,25%, mas este não é o cenário base
Ivo Chermont, economista chefe da Quantitas Gestão

O BC não deixou a porta totalmente aberta para Fevereiro. Chance maior parece ser -25bps, embora o próprio BC não tenha descartado totalmente a estabilidade. Isso certamente ocorrerá se a Previdência não andar até lá.
Josue Leonel  BFW FX Editor

As taxas de juros básicas do Brasil e do México se igualaram pela primeira vez na história após a Selic cair para 7%. E enquanto no Brasil a expectativa é que a taxa continue a ser reduzida, no México crescem as apostas de que o novo presidente do banco central elevará o juro na reunião da próxima semana.

Aline Oyamada  Repórter Markets

Vejo sinalização de corte de 0,25% em fevereiro e depois BC deve parar. Devemos ter Selic a 6,75% por todo o ano de 2018. Não aprovação da reforma da Previdência ou mudança no fiscal podem alterar cenário
Flavio Serrano, economista senior do Haitong Bank

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