Os highlights da decisão do Copom: 06 de fevereiro

Veja os principais destaques da decisão:

  • Copom mantém Selic em 6,5% conforme amplamente esperado, em decisão uninânime que pode ser a última sob Ilan
  • Comunicado foi visto como neutro, sem apontar qualquer direção para a política monetária, segundo economistas do Barclays e Goldman Sachs
  • Economista da Bloomberg Adriana Dupita diz que comunicado não dá base para apostas em cortes de juros nas próximas reuniões
  • BC adicionou ao comunicado a menção à “cautela, serenidade e perseverança” que havia colocado na ata da reunião de Dezembro
  • Expectativas de inflação subiram de 3,6% para 3,8% em 2020 no cenário com projeções da Focus, 2019 estável em 3,9%
  • Cenário básico para inflação tem riscos assimétricos, diz BC, dada possível frustração com reformas e deterioração do cenário externo
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Na comparação com comunicado passado, foi até um pouco mais dovish, pois dirimiu qualquer expectativa de alta de juros. Mas foi hawkish no sentido de que não sinalizou nada sobre corte iminente. Cenário mais provável agora é de manutenção. Foi comunicado defensivo, refreando otimismo exagerado do mercado de que poderia iniciar ciclo de cortes no curto prazo.

Comunicado veio levemente mais dove do que dezembro. Balanço de riscos continua assimétrico, riscos de alta são maiores do que inflação abaixo da meta. Enquanto reforma não se materializar de fato, é dificil BC dar guidance sobre ciclo futuro da Selic.

“O tom foi um pouco mais hawkish do que esperávamos. Tanto pelas projeções no cenário de mercado como pela inclusão do trecho da ata falando da necessidade de cautela.”
Isabela Guarino, economista da XP

“Comitê considera que riscos inflacionários reduziram, portanto, o viés é mais dovish que antes. No entanto, o Comitê julga que é necessário prosseguir com bastante cautela devido a cenários possivelmente voláteis domésticos e externos, projetando assim um viés firmemente neutro para o curto prazo, com possibilidades de alteração mais no médio prazo, na medida em que fatores de risco forem mudando”
Gustavo Rangel, economista-chefe para América Latina do ING Financial Markets

“Sinalização forte de que vê o juro parado por um bom tempo. Não vejo muito impacto no mercado devido ao comunicado. Tom neutro”
Mariana Guarino, gestora de portfólio da Truxt

“Eu diria que o comunicado foi neutro, com uma perspectiva equilibrada dos riscos. Continua a sinalizar prudência e que o juro ainda está em um nível adequado. Os mercados não devem se surpreender com isso, como era amplamente esperado”
Marco Oviedo, economista-chefe do Barclays para América Latina

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