Quando se deve fazer hedge de risco cambial?

Por Owen Minde

Contexto

Investidores que negociam títulos e ações globais sempre se perguntam se devem fazer hedge da exposição cambial das aplicações.

Alguns planejam manter os ativos em moeda estrangeira por tanto tempo que a expectativa deles é que as flutuações cambiais se revertam para a média, com zero retorno esperado. Outros fazem hedge de uma parcela da exposição. Muitos não fazem nada.

Mas, de modo geral, a demanda por hedge cambial vem aumentando, alimentada de modo indireto por políticas de estímulo quantitativo que garantem juros baixíssimos nas maiores economias do mundo. “Nos últimos anos, a compressão de spreads de crédito e prazos devido a políticas monetárias não convencionais nas maiores jurisdições impulsionou fluxos de financiamento e investimentos em moedas cruzadas’’, afirmaram em relatório pesquisadores do Banco de Compensações Internacionais (BIS).

A questão

Talvez seja insuficiente simplesmente se perguntar sobre fazer ou não o hedge cambial. Especialistas em finanças quantitativas da Pacific Investment Management Co. (Pimco) recentemente divulgaram estudo argumentando que decisões de hedge precisam ser tomadas individualmente para cada moeda. “O papel do risco cambial em uma carteira depende criticamente da alocação de ativos subjacentes, segundo o relatório. “Portanto, o risco cambial não pode ser tratado no vácuo, mas tendo em mente o mix básico de ativos do investidor. Determinada moeda pode ser diversificadora para um mix de ativos, mas adicionar risco em outro caso.”

Explorar e otimizar cenários de hedge

A função de Análise de Carteira e Risco do Bloomberg (PORT) pode ajudar você a explorar as correlações de suas exposições cambiais e testar como uma estratégia de hedge para uma moeda específica funcionaria.

A janela de Transparência de Fatores mostra uma matriz de correlações. Neste exemplo, o fator iene tem correlação negativa com o fator do mercado japonês, o que não surpreende, dado que os investidores consideram o iene um porto seguro. O Japão tem superávit em conta corrente persistente e, quando surge aversão a risco, os investidores correm para o iene em busca de proteção.

O otimizador de PORT também pode ser usado para calcular uma razão ótima de hedge para cada moeda a partir de um objetivo, como minimizar o risco da carteira ou maximizar o retorno.

Para mais informações sobre esta ou outra funcionalidade do Bloomberg Professional Service, clique aqui para solicitar uma demonstração por um representante de vendas da Bloomberg. Para clientes, basta digitar a tecla duas vezes no seu teclado Bloomberg.

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