Os highlights da decisão do Copom: 21 de março

Estes são os highlights da decisão do Copom:

  • Na primeira reunião com Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, o Copom manteve a Selic em 6,5% e repetiu a linguagem usada pela gestão anterior
  • O tom foi visto como levemente mais dovish, mas sem incitar um corte de juros imediato: por um lado, houve manutenção das projeções de inflação e mudança na percepção do balanço de riscos, que agora é visto como simétrico, e por outro, um alerta de que a avaliação da economia demanda tempo
  • Copom manteve as palavras de Ilan que foram também usadas por Campos Neto em sua sabatina no Senado: cautela, serenidade e perseverança
  • BC reafirmou importância da continuidade do processo de reformas para manutenção da inflação baixa
  • Avaliação do cenário externo é de que continua “desafiador”, com maior risco de desaceleração da economia global e menor risco associado à normalização das taxas de juros de economias avançadas
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Com o Copom mostrando cautela e o Fomc com mais uma rodada dovish, o Brasil vai conseguir espaço para emitir no exterior? Juro dos títulos brasileiros em dólar cai. Petrobras conseguiu demanda forte na sua venda de título. O BB também acessou o mercado externo. Mas o governo ainda precisa fazer a tarefa do ajuste da Previdência e o texto hoje para reformulação das Forças Armadas deve gerar polêmica. Resta saber o tamanho da barricada que vai ser erguida no Congresso.

Ao postergar a expectativa de corte para um momento em que (espera-se) a atividade econômica estará mais forte e a inflação, mais perto da meta, o Copom pode ter introduzido um novo elemento no cenário. Se o corte ocorrer mais pra frente neste contexto, por quanto tempo o juro ficaria mais baixo? Essa discussão pode ser alimentada por qualquer menção que seja eventualmente feita na ata em relação a juro neutro.
Adriana Dupita, economista da Bloomberg Economics

“O BC inclina-se para uma postura mais prudente do que seria de se esperar, dada a configuração global atual das políticas monetárias e do histórico da inflação interna, combinada com o frágil crescimento econômico. No entanto, como esta foi a estreia de Neto, a cautela observada é justificada e a mensagem aos mercados é clara: vamos olhar para o progresso da reforma da Previdência a longo prazo. Sem corte no primeiro semestre, mas ainda favorável ao real, e bom sinal para as ações, uma vez que a consistência é mantida”
Vladimir Miklashevsky, economista-sênior do Danske Bank

“A decisão de manutenção dos juros foi totalmente dentro do esperado. O comunicado indicou que os riscos agora estão simétricos. Por outro lado, indicou que não tem a intenção de cortar juros no curto prazo ao afirmar que precisa de mais tempo para analisar a situação da economia”
Isabela Guarino, economista da XP

“BC indicando que crescimento econômico menor que o esperado e a redução do risco externo no que tange o processo normalização monetária em desenvolvidos, o que diminui efeitos para inflação prospectiva”
Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Mizuho, sobre a mudança de linguagem sobre o balanço de riscos

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